

Criar é escrever-se
Adriana Costa Reis
Sou Adriana Costa Ferreira Reis e, embora tenha apreço pelo sobrenome Ferreira, optei por utilizar na literatura o nome menor, por ser mais fluido. No meio literário sou reconhecida como Adriana Costa Reis. É assim que minha escrita circula, que meus textos encontram leitores e que minha voz se firma no campo da literatura. Esse nome passou a me representar naquilo que produzo, organizo e compartilho, acompanhando a construção que realizei com palavras ao longo dos anos.
Atuo como psicóloga e psicanalista, dedicando-me ao cuidado clínico com sensibilidade e rigor. Acompanho pessoas em processos de sofrimento psíquico, reconstrução emocional e autoconhecimento, acreditando no valor da escuta profunda e no respeito à singularidade de cada história. No consultório, ofereço um ambiente onde dores podem ser elaboradas, sentidos podem emergir e a vida pode ganhar contornos mais conscientes e integrados.
Minha trajetória também passa pela teologia, que amplia minha compreensão do ser humano. Muitas perguntas que chegam à clínica sobre fé, propósito, transcendência e significado encontram na teologia um campo de reflexão que ilumina caminhos e amplia horizontes. Integro esse olhar sempre que isso se mostra pertinente para quem me procura, respeitando a história e a experiência de cada sujeito. Essa articulação entre clínica e espiritualidade amplia a escuta e aprofunda a compreensão da experiência vivida.
Na clínica e na literatura, reconheço a escrita como uma forma de fala e de revelação. Acredito que escrever indiscriminadamente, deixando que as palavras fluam sem censura, pode ser tão transformador quanto a associação livre. A escrita abre frestas internas, organiza o que parecia indizível e conduz cada pessoa ao acesso de regiões menos visíveis de sua própria história, dando forma ao informe. Ao escrever, instaura-se a possibilidade de expressão e elaboração.
Como antologista, organizo obras que reúnem múltiplas vozes, preservando a singularidade de cada autor e construindo, ao mesmo tempo, unidade temática e força narrativa. Meus projetos nascem do desejo de promover encontros literários significativos, aproximando diferentes escritas, sensibilidades e experiências. Cada antologia é pensada como um território de acolhimento da palavra, em que trajetórias distintas encontram lugar, continuidade e permanência.
Escrevo desde muito jovem, quando entendi que a palavra podia ser abrigo, impulso e horizonte, tornando-se também, com o passar do tempo, uma forma de relação com o mundo. Sempre acreditei no poder dela para criar possibilidades, transformar percepções e fazer prosperar aquilo que antes vivia apenas como intuição. Este espaço me oferece total liberdade para me expressar; é meu território, lugar de experimentar, ousar e simplesmente ser. Afinal, criar é escrever-se.
Atrevo-me a transitar por diferentes gêneros literários, com especial inclinação para o ensaio e a crônica, campo em que exercito um olhar reflexivo e atento ao cotidiano. O conto também se faz presente como um gênero desafiador, que exige síntese e precisão, mas que sempre me encanta. Reconheço que a poesia ocupa um lugar essencial. É nela que encontro a linguagem mais direta para dizer o que escapa, condensar experiências e tocar dimensões subjetivas que pedem menos explicação e mais sensibilidade.
Neste campo, reúno minhas participações literárias. Sou uma apaixonada assumida por antologias e coletâneas. Aqui, apresento minhas publicações, que refletem minha trajetória como coautora em projetos diversos, voltados a temas e propostas ligadas à experiência humana em suas múltiplas dimensões. Esse percurso evidencia meu interesse pela escrita compartilhada. Em outro lugar, talvez essas histórias fossem solitárias; aqui, ganham corpo em conjunto.
Apresento também as obras que organizei e meus livros solo em andamento, projetos que revelam diferentes dimensões do meu trabalho com a escrita. As organizações refletem meu olhar curatorial e o cuidado com o texto coletivo, enquanto os livros autorais seguem em construção, respeitando o tempo da criação e da maturação. São trabalhos que acompanham meu percurso e permanecem abertos ao processo e ao desenvolvimento contínuo da palavra.
Ao longo da minha trajetória, recebi destaques e reconhecimentos que marcam meu percurso na literatura. Entre eles, estão menções honrosas, textos que se destacaram entre muitas submissões, além de indicações como melhor autora ou melhor texto em obras coletivas. Esses resultados surgem em contextos de leitura, avaliação e seleção criteriosas. Tanto os destaques quanto as premiações oriundas de concursos literários funcionam como reconhecimento público da minha escrita.
Também compartilho reflexões e outros textos no blog, onde minha prática clínica, teológica e literária se encontram. Apresento minha produção e meus projetos de forma aberta, oferecendo ao leitor acesso aos caminhos que sustentam minha escrita e minha atuação. Os textos nascem de observações do cotidiano, da escuta clínica e das inquietações que atravessam a experiência humana. É um lugar de pensamento em movimento, em que a escrita se permite explorar, questionar e amadurecer.
Sou idealizadora e detentora de marcas literárias por meio das quais desenvolvo projetos editoriais, em especial a Clipe Editorial. A proposta nasce do compromisso de ampliar oportunidades para escritores, criando espaços acessíveis para submissão de textos e participação em livros impressos e digitais. Por meio dessas iniciativas, autores encontram a possibilidade de publicar, circular suas obras e integrar projetos coletivos pensados com cuidado, seriedade e respeito à escrita.
E, se você gosta de escrever, deixo um convite. Acesse a página da Clipe Editorial, conheça os projetos em andamento e identifique aquele que mais se aproxima da sua escrita. Cada chamada propõe um percurso próprio e uma temática diferente. Os projetos são pensados para acolher estilos diversos e incentivar a expressão autoral. A participação permite integrar uma experiência coletiva construída com cuidado e propósito. Há sempre um espaço para novas narrativas e, talvez, a próxima seja a sua.




